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Policia Civil do RJ volta a investigar os 140 casos barrados por Toffoli



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Policia Civil do RJ volta a investigar os 140 casos barrados por Toffoli

A Polícia Civil do Rio de Janeiro retomou hoje (29) 140 investigações sobre lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros, que estavam suspensas desde julho por terem como base dados compartilhados pelo antigo COAF.

A paralisação foi determinada pelo presidente do Supremo Tribunal, ministro Dias Toffoli, a pedido do senador Flávio Bolsonaro.

A retomada dos casos só foi possível porque o Plenário do STF entendeu que esse compartilhamento de informações entre órgãos de fiscalização e controle – como o antigo COAF e a Receita Federal – e órgãos de persecução penal – como Ministério Público e Polícias – é totalmente válido e não requer prévia autorização judicial.

Uma das investigações retomadas após a derrubada da liminar de Toffoli se refere a um dos suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes.

O sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, além de ser um dos réus acusados pelos assassinatos. Também é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro pelo DGCC, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, da Polícia Civil.

O inicio da investigação

A investigação teve início após um relatório do antigo COAF. Alertando sobre um depósito de R$ 100 mil em uma conta bancária de Lessa sete meses após o assassinato.

“É uma investigação [sobre] se há, além desse depósito, a eventual prática de lavagem de dinheiro pelo Ronnie Lessa”, explicou a delegada responsável pela investigação de crimes financeiros Patrícia Alemany.

“Nada impede que se faça algum tipo de ‘link’ [com o assassinato] mas, a princípio, não é nosso objetivo. É a Delegacia de Homicídios que está tratando disso”.

O relatório do antigo COAF também apontou bens materiais incompatíveis com a renda de um sargento reformado da PM. A delegada Alemany ressaltou a importância da queda da liminar de Toffoli. “É do relatório do COAF que surgem as primeiras informações, os primeiros sinais de lavagem. E estávamos senso muito prejudicados”.

O julgamento da Suprema Corte encerrado ontem (28) também abre margem para a retomada das investigações contra Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Contudo, os ministros se reunirão na próxima semana (04) para definir procedimentos específicos sobre o compartilhamento de dados do antigo COAF. Hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF), que podem beneficiar o senador e filho do presidente da República.

Informação MBL.

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