PM reage à decisão do STF e alerta para aumento de mortes nas favelas do RJ

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Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a decisão liminar do ministro Luiz Edson Fachin que restringiu operações da polícia em favelas, as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro divulgaram uma nota conjunta em que manifestam preocupação com a medida.

Conforme o documento redigido pelas duas corporações, desde a limitação da atividade policial nas comunidades houve “aumento no número de confrontos entre grupos rivais por domínio de território”. Oeste noticiou que traficantes iniciaram a expansão de seus domínios.

Ainda de acordo com a nota, um levantamento da Polícia Civil aponta que, nos 60 dias da vigência da liminar de Fachin, pelo menos 10 pessoas foram mortas — incluindo dois policiais em serviço e crianças. Além disso, 13 pessoas ficaram feridas em 50 confrontos entre facções criminosas no Rio.

Leia o documento das Polícias Civil e Militar do Rio

“As Polícias Civil e Militar respeitam a decisão do STF e informam que cumprirão integralmente o que foi determinado. No entanto, veem com extrema preocupação a restrição à operacionalidade em territórios disputados entre grupos de criminosos, que impõem o terror a milhares de pessoas.

Levantamento da Secretaria de Polícia Civil aponta que, em 60 dias de vigência da decisão do STF, pelo menos dez pessoas foram mortas. Incluem-se dois policiais militares em serviço e crianças, e ao menos 13 foram feridas, em virtude de cerca de 50 guerras territoriais entre facções criminosas. Ainda segundo a Polícia Civil, de 1.413 comunidades em todo o Estado, 81% têm atuação de grupos que exploram o tráfico de drogas. E 19% são exploradas por milicianos, com disputas territoriais frequentes entre quatro organizações criminosas.

A análise mostrou ainda que existem 56.620 criminosos em liberdade portando armas de fogo de grosso calibre. E trabalhando para o tráfico de drogas ou grupos milicianos em todo o Rio de Janeiro.

De acordo com informações da Polícia Militar, após a restrição das ações policiais, houve um aumento significativo do número de confrontos entre grupos rivais por domínio de território. A quantidade de barricadas erguidas por criminosos também aumentou e estão se expandido para as vias urbanizadas.

Por fim, vale ressaltar que as polícias já realizam suas operações dentro da excepcionalidade prevista, cumprindo todas as exigências legais e os protocolos técnicos, para preservar vidas de moradores e dos policiais”.

Informou a Revista Oeste,

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