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Juan Guaidó poderá pedir intervenção militar estrangeira na Venezuela caso seja necessário

Hugo Silva
Escrito por Hugo Silva em fevereiro 25, 2019
Juan Guaidó poderá pedir intervenção militar estrangeira na Venezuela caso seja necessário
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O presidente interino da Venezuela não descarta pedir uma intervenção militar estrangeira na Venezuela.

Juan Guaidó ja foi reconhecido por mais de 50 países incluindo o Brasil como o presidente interino da Venezuela, e recentemente ele colocou mais lenha na fogueira em sua lula contra a ditadura de Nícolas Maduro. A informação e da coluna de Claudio Humberto do Diário do Poder. 

Por meio das redes sociais Juan Guaidó disse:

 “os acontecimentos de hoje me obrigam a tomar uma decisão: sugerir à comunidade internacional de maneira formal que devemos ter abertas todas as opções para conseguir a libertação desta pátria que luta e seguirá lutando.”

Em uma entrevista o presidente interino da Venezuela confirmou que todas as opções devem ser consideradas.

” A Constituição venezuelana dá à Assembleia Nacional o direito de solicitar apoio desse tipo. Não é o que buscamos, mas é uma possibilidade que, responsavelmente, não podemos descartar dada a atitude das forças e interesses que sustentam a usurpação na Venezuela.”

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Recém-chegado a Bogotá, onde participa, nesta segunda-feira (25), da reunião do Grupo de Lima, com chanceleres e representantes dos países membros –pelo Brasil estará presente o vice-presidente Hamilton Mourão– Guaidó disse não temer como irá voltar à Venezuela.

Afirmou ter entrado na Colômbia com ajuda de militares que apoiam sua causa e que o número deles vem crescendo, e que não teme como será o retorno. Voltou a elogiar os oficiais que aproveitaram a confusão do último sábado para desertar do Exército venezuelano. Cerca de 60 oficiais ficaram na Colômbia.

“Eles fizeram a coisa certa e queria alentar que outros o seguissem. Me disseram que o fizeram por suas famílias e pelo país e terão anistia”. E acrescentou: “Tivemos uma oportunidade única de fazer entrar em nosso país alimentos e remédios de que nossa população tanto precisa, e isso foi impedido, houve feridos e mortos. É uma lástima desperdiçar a oportunidade de um país que precisa dessas coisas. Mas é preciso seguir adiante.”

Indagado sobre o papel do Brasil nas tentativas do sábado, Guaidó respondeu: “O governo do Brasil fez tudo o que pôde apoiando a entrada da ajuda humanitária, e o fez corretamente, sem ingressar no território da Venezuela. Estou muito agradecido. Além disso, o Brasil foi testemunha da repressão brutal que as forças que respondem a Maduro cometeu contra a população venezuelana da fronteira, especialmente contra a população indígena dos Pemón”, disse, referindo-se aos mortos e feridos no enfrentamento. “Estes crimes que estão sendo cometidos pela ditadura são terríveis, não podem e não ficarão impunes.”

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