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Ex-secretário da saúde do Rio deixa cargo assustado e diz que nunca viu “Uma decadência administrativa tão grande”



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Ex-secretário da saúde do Rio deixa cargo assustado e diz que nunca viu “Uma decadência administrativa tão grande”

Após pedir demissão com apenas 36 dias de gestão na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, o ex-titular da pasta, Fernando Ferry, disse que nunca viu “um descalabro administrativo” tão grande quanto o que presenciou quando estava no governo fluminense e que o “poço era mais fundo do que pensava”.

As falas foram concedidas pelo ex-membro do governo Witzel ao jornal O Globo.

– É um descalabro administrativo muito grande, que nunca vi na minha vida. É muita improbidade. Não vou sujar o meu CPF. Hoje a gente esbarra num problema da falta de equipamentos, de respiradores, de remédio. Eu vi que o poço é muito mais fundo do que pensava, por conta desse descalabro administrativo todo. Para se ter uma ideia, marquei uma reunião com representantes do sindicato dos enfermeiros para ver uma questão de 240 profissionais que foram demitidos, e, no dia da reunião, o meu superintendente de Finanças foi preso. Eu fiquei muito assustado – relatou.

Segundo Ferry, que era diretor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle antes de integrar a gestão Witzel, disse que protestos devem surgir nas próximas semanas por conta dos contratos que o governo deixou de renovar com organizações sociais que administram unidades de saúde.

– São dez unidades de saúde com contratos vencendo. Muitos profissionais ficarão sem pagamento. Perguntei à Procuradoria Geral do Estado se eu poderia pagar, mas informaram que eu incorreria em improbidade administrativa. Eu pedi auxílio ao Ministério Público estadual, mas eles disseram: “Desculpa, porém essa decisão administrativa é do secretário.” – apontou.

Questionado se foi pressionado a assinar contratos que julgava ilegais ou se recebeu pressão política durante sua gestão na pasta de saúde, Ferry disse que nunca existiu qualquer fato similar e destacou que ele não possui vinculação política com ninguém.

– Não teve nenhuma pressão nesse sentido. Eu costumo encontrar políticos para pedir dinheiro, via emendas parlamentares, para o hospital. Mas não tenho vinculação política com ninguém – completou.

Informação Pleno News,

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