Caso Miguel: Veja o desfecho e como estão os envolvidos

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Em junho de 2020, Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, caiu do 9º andar de um prédio no condomínio Pier Maurício de Nassau, em Recife.

Sua mãe trabalhava no apartamento do então prefeito da cidade de Tamandaré como empregada doméstica e levou o filho para o trabalho no dia do acidente.

No momento da queda, a mãe do menino, Mirtes Renata Souza, havia saído para levar a cadela dos patrões para passear, enquanto imagens do circuito interno do condomínio mostraram a empregadora Sarí Gaspar Corte Real deixando Miguel sozinho no elevador. Leia mais detalhadamente sobre o caso clicando aqui.

A patroa de Mirtes, acusada de homicídio culposo, chegou a ser presa em flagrante, mas deixou a delegacia após pagar fiança de R$ 20 mil. Cinco meses depois, o PUBrNoticias mostra como estão os envolvidos no caso.

Embora Sérgio Hacker tenha tido o cargo ameaçado por pagar o salário de Mirtes com verba pública, manteve seu mandato na Prefeitura de Tamandaré até o final, mas não conseguiu se reeleger. Hacker ficou em segundo lugar nas urnas com 43% dos votos, menos de 2 mil votos de diferença em relação ao prefeito eleito, Carrapicho.

Foi descoberto também que Hacker usava o nome da mãe de Miguel como funcionária da prefeitura, sem o conhecimento da mesma.

Mirtes, mãe de Miguel, afirmou que há três processos na justiça contra Sarí e Sérgio Hacker, incluindo um pedido de indenização no valor de R$ 987 mil. Na última quarta-feira (25), Mirtes Renata anunciou que passou em uma prova e irá cursar Direito em 2021. Em entrevista ao G1, ela disse que pensava em fazer administração à distância para poder tomar conta de Miguel, mas que após a morte do filho, escolheu cursar Direito.

Acabei escolhendo o Direito porque senti na pele as injustiças e a morosidade do sistema. Me vi nessa missão de cursar Direito para poder ajudar outras pessoas

Empolgada, Mirtes ainda disse que Miguel tinha orgulho dela e que sempre que ela organizava alguma festa ou brincadeira na rua, ele dizia “foi a minha mamãe que fez”.

– Agora, ele deve estar muito orgulhoso – comentou.

Enquanto isso, Sarí Gaspar ainda não foi julgada. Sua audiência está marcada para o dia 3 de dezembro e, caso condenada, pode pegar até 12 anos de prisão. Em maio, um pedido de auxílio emergencial foi feito no nome de Sarí, mas o advogado da ré afirmou que o pedido possui origem fraudulenta e que foi feito por uma terceira pessoa.

*Pleno News

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