OPINIÃO

A trilha do ataque, quem esta mentindo Glenn ou o hacker?

Hugo Silva
Escrito por Hugo Silva em julho 27, 2019
A trilha do ataque, quem esta mentindo Glenn ou o hacker?
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Quando o The Intercept começou a vazar os diálogos atribuídos aos procuradores da Jato, surgiram muitos buracos na historia toda.

Buracos que agora começam a ser fechados pela Policia Federal.

Por exemplo, os investigadores agora sabem, como o hacker teria conseguido invadir os celulares.

E também, como o material teria ido parar nas mãos de Glenn Grennwald.

Tudo isso vem atona graças ao sucesso da operação Spoofing, que resultou na prisão de quatro suspeitos, sendo que um deles confessou ter sido o autor do ataque.

Em depoimento, Walter Delgatti Neto, codinome ‘VERMELHO’ contou aos policiais como ele teria;

  1. Conseguido hackear as contas dos procuradores no TELEGRAM;
  2. O que teria motivado ele a cometer o crime;
  3. E como forneceu o material a Glenn Greenwald.

É claro que Walter pode estar mentindo em seu depoimento, o cara é um estelionatário e tem uma extensa ficha criminal.

Mas alguns relatos de Walter contradizem Glenn Greenwald.

Continue lendo.

Como foi o ataque segundo Walter ?

De acordo com Walter tudo começou por um acaso.

Em depoimento à Policia Federal, ele explicou que em março deste ano contratou um serviço de VOIP (VOZ SOBRE IP), com objetivo de economizar nas ligações telefônicas. 

E que ao fazer uma chamada, para seu próprio número, ele teria percebido ser possível acessar aos dados do correio de voz do aparelho, através da ferramenta.

E que assim, seria possível então receber o código de verificação da sua conta no aplicativo do TELEGRAM.

Desta forma, ele disse que poderia receber os códigos de segurança de qualquer conta do aplicativo TELEGRAM.

E então, Walter, resolveu usar o método para hackear a conta do Promotor Marcel Zannin.

O motivo do primeiro ataque

O promotor Marcel Zannin, foi responsável pela denúncia que resultou na prisão de Walter em 2015.

Falo mais adiante sobre a ficha criminal de Walter.

Ele teria ficado magoado e queria vingança.

Segundo seu depoimento, quando acessou na conta de Marcel Zannin, identificou atitudes ilícitas e as salvou em seu Notebook… 

Porque não mandou o material para nenhum jornalista ou denunciou o procurador a justiça?

Walter relata que não quis expor o caso, por temer ser reconhecido ligado ao crime já que morava em cidade pequena.

E segundo ele, todos o conhecem por ter habilidades com informatica e isso levantaria suspeitas.

O fio da meada.

Pergunta retorica: Se foi por acaso e com motivação pessoal, porque Walter não parou em Zanin?

Além de acessar os arquivos do Promotor, o “VERMELHO” deu inicio a uma trilha invasões, até chegar nas contas dos procuradores da Força Tarefa da Lava Jato e do Ministro da justiça Sérgio Moro.

E como ele teria encontrado os telefones das autoridades dos três poderes.

Veja na ilustração, a trilha do hacker.

De todos os alvos acima, os únicos que tiveram dados roubados, alem de Zanin, foram os procuradores da Lava Jato.

Chega a ser irônico um criminoso, alegar que roubou os dados dos procuradores por que ele havia identificado ilícitos nas conversas dos procuradores.

Como se não fosse ilícito invadir o telefone alheio…

Mas o fato curioso não é um criminoso invadir telefones, a curiosidade esta em como e para quem o “Vermelho” entregou o material.

Como o material foi parar nas mãos de Glenn Greenwald?

Porque o The Intercept e não para outro veiculo de imprensa?

Walter disse à Policia Federal que enviou o material para Glenn Greenwald, porque o jornalista ja era reconhecido por divulgar este tipo de informação.

Como por exemplo, o caso Snowden, quando Glenn Greenwald, teve acesso e divulgou os segredos da Agencia Nacional de Segurança dos EUA.

No entanto, é muita coincidência que Walter tenha procurado logo, Manuela D’Avila do PSOL…

Manuela é do mesmo partido de David Miranda, marido de Glenn Greenwald, que assumiu o mandato de Jean Wylys na câmara dos deputados.

É preciso investigar, mas há indícios de que a escolha do The intercept não tenha sido apenas por afinidade.

Uma reportagem do blog, mostrou que Walter teria o interesse em vender o material para o PT.

Por isso é estranho que ele tenha entregado isso de graça.

O material fornecido pelo hacker foi editado pelo The Intercept?

Em depoimento Walter disse, acreditar que o material não tenha sido editado por conta do formato do aplicativo TELEGRAM.

Mas, o fato contraditório é que em nenhuma das reportagens publicadas até hoje o The Intercept publicou o material original.

Ou seja o print de tela.

Sempre é uma imagem ilustrada do conteúdo. Que pode ter sido tirado de contexto.

Como por exemplo, no dia em que foram trocados os nomes e datas em uma das conversas entre procuradores da lava jato, publicadas pelo The Intercept.

Alem disso, ainda teve o flagrante feito por Oswaldo Eustáquio do Agora Paraná.

Na ocasião, Eustáquio gravou um áudio, onde Jornalista Leandro Demori aparecia xingando a redação do The Intercept por errar a edição do material.

Outro indicio também, são as supostas mensagens trocadas entre Walter e uma Twitteira de esquerda.

No dialogo divulgado pela Revista Fórum e destacado Pelo Agora Paraná, Walter diz que ajudou editar o material.

E que seria amigo de Greenwald.

Veja: Hacker confessa ter ajudado The Intercept a editar o Material

Portanto, não é possível confiar no que é publicado pelo The Intercept.

As invasões teriam sido encomendadas?

O hacker, alega ter concedido o material por livre e espontânea vontade e de graça para Greenwald.

Mas a pergunta que não quer calar é…

Porque, alguém com a ficha criminal como a de Walter, correria o risco de ser preso só para ajudar a “revelar a verdade.”?

Como mostra um print enviado para por Greenwald para a Veja.

A ficha corrida de Walter 

Delgatti é um famoso picareta com uma extensa ficha criminal e é por isso que acredito que ele foi muito bem pago pelo que fez.

Não é possível afirmar quem pagou, mas não tenho duvidas de que foi pago.

Veja e tire suas conclusões.

Walter foi acusado de estupro pela ex-cunhada

Em 2015 Walter foi acusado de estuprar sua cunhada que à época tinha 17 anos e morava com o irmão dele, Wisllen.

O cara é tão pilantra que mostrou fotos do irmão com outras para a garota e então deu a ela um comprimido dizendo que era calmante.

O comprimido na verdade era um sedativo, então Walter fez sexo com a garota desorientada e ainda filmou a cena para dizer ao irmão que a jovem dava encima dele.

Depois disso o irmão de Walter, Wisllen ameaçou a garota de morte. segundo uma reportagem da Veja.

E o curioso, é que no mesmo dia que a polícia foi à casa de Delgatti cumprir um mandado de busca no âmbito dessa investigação.

A garota foi à delegacia com o pai e mudou a versão dos fatos.

Ela disse que a relação sexual foi filmada sem o seu conhecimento.

E isentou “Vermelho” do estupro.

Na ocasião a jovem negou ter sido pressionada, mas estava “preocupada e com pressa em mudar a versão dos fatos”, diz o registro policial.

“Pessoa influente” e “amigos no fórum”

Quando a polícia foi à casa de Vermelho cumprir um mandado de busca na investigação sobre o suposto estupro, em abril de 2015.

Ele não atendeu à porta, que precisou ser arrombada.

Acordado pelos policiais, Vermelho disse – sarcasticamente – que estava esperando por eles.

A equipe quis saber como ele tinha a informação, Delgatti então informou ter recebido o mandado escaneado com dois dias de antecedência.

Ele afirmou ser uma “pessoa influente”, ter amigos na promotoria, no Fórum e entre policiais, e se gabou por “conhecer bem” uma juíza da cidade.

E não contente ainda mostrou aos policiais uma ordem contra seu irmão que havia recebido de “fonte sigilosa”.

Esta claro que Walter não é nenhum “gênio doido” como diz seu advogado.

Movimentação financeira do Grupo.

Condenado anteriormente por estelionato, Walter Delgatti Neto é apontado como chefe do esquema, e teria confessado.

E os outros dois suspeitos presos, Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira, movimentaram R$ 627 mil em seis meses, quantia incompatível com a renda do casal.

E ainda a PF apreendeu R$ 100 mil na casa deles.

As dadas das movimentações financeiras do grupo coincidem com o inicio das publicações do site The Intercept.

Contradição.

Algo que Walter, disse à PF também contradiz um trecho importante da historia que Glenn Greenwald contou.

O dono do Intercept afirmou à revista que o hacker com o qual ele entrou em contato negou ter hackeado Sergio Moro (“posso garantir que não fomos nós”).

Mas como mostramos na ilustração, o depoimento de Walter diz o contrario.

“(…) QUE através da agenda do TELEGRAM do Procurador DELTAN DALLAGNOL teve conhecimento do número de telefone utilizado pelo Ministro SÉRGIO MORO; QUE obteve o código do TELEGRAM e criou uma conta no aplicativo vinculada ao número telefônico do Ministro SÉRGIO MORO (…)”

Depoimento de Walter Delgatti Neto.

Em seguida, Vermelho afirmou não ter obtido “nenhum conteúdo” da conta de Moro no aplicativo.

E desta forma nota-se que, alguém não está contando a história direito.

Ou Greenwald mentiu para a Veja ou o hacker mentiu para Greenwald.

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